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Ismália

Quando Ismália enloqueceu

Pôs-se na torre a sonhar

Viu uma Lua no céu

Viu outra Lua no mar

No sonho em que se perdeu

Banhou-se toda em Luar

Queria subir ao céu

Queria descer ao mar

E num desvario seu

Na torre pôs-se a cantar

Estava perto do céu

Estava longe do mar

E como anjo pendeu

As asas para voar

Queria a Lua do céu

Queria a Lua do mar

As asas que Deus lhe deu

Ruflaram de par em par

Sua alma subiu ao céu

Seu corpo desceu ao mar

(Alphonsus Guimarães)

posted 1 week ago

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"Marco entra numa cidade; vê alguem numa praça que vive uma vida ou um instante que poderiam ser seus; ele podia estar no lugar daquele homem se tivesse parado no tempo tanto tempo atrás, ou então se tanto tempo atrás numa encruzilhada tivesse tomado uma estrada em vez de outra e depois de uma longa viagem se encontrasse no lugar daquele homem e naquela praça. Agora, desse passado real ou hipotético, ele está excluído; não pode parar; deve prosseguir até uma outra cidade em que outro passado aguarda por ele, ou algo que talvez fosse um possível futuro e que agora é o presente de outra pessoa. Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos.
- Você viaja para reviver o seu passado? - era, a esta altura, a pergunta do Khan, que também podia ser formulada da seguinte maneira: - Você viaja para reencontrar o seu futuro?
E a resposta de Marco:
- Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá."
(Calvino, Italo - As cidades Invisíveis)

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Playing with fire

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Fim de carnaval é quarta-feira cinza.

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